O avivamento de que precisamos
(2ª. parte)

avivamentoO exemplo de Jesus também é claro. O Espírito Santo o ungiu para também ter uma ação libertadora (Lc. 4:16-19). A Igreja Primitiva, depois do Pentecostes, passou a ter uma grande preocupação social e comunitária (At. 2:42-47). O avivamento é para trazer unidade para o povo e fidelidade para com Deus. É para trazer vida. Vida para a pessoa, vida para a Igreja, vida para a sociedade, vida para o mundo. O avivamento bíblico tem de juntar fé e vida, fidelidade a Deus e ação cristã na comunidade. O avivamento não é algo perigoso, portanto. A não ser que não tenha a marca do Espírito Santo. Aí ele é tão perigoso como a tradição também sem a marca do Espírito!

O avivamento deve nos levar a louvar a Deus com cânticos alegres, que falem das bênçãos, glória e majestade de Deus, bem como com cânticos que falem da realidade sofrida do povo, que traga esperança e leve à prática da justiça e da fraternidade (Lc. 1:46-55). Caso contrário, Deus não se agradará do nosso louvor (Am. 5:23-24).

O avivamento deve nos levar a ter a “visão” da beleza do Reino de Deus (“a terra prometida”), bem como a visão clara do sofrimento e da opressão do povo ao nosso redor (é necessário um novo êxodo!).

O avivamento deve nos levar mais à Igreja, bem como nos tirar de dentro das quatro paredes a fim de evangelizarmos o indivíduo e cooperarmos para instalar definitivamente a soberania de Deus na nossa comunidade e no mundo, que será reino de paz, justiça, amor e fraternidade.

O avivamento deve nos levar a ter momentos devocionais com Deus, encontrando paz e alegria transbordante, mas também a ter solidariedade com o nosso próximo enfermo, faminto, preso, escravizado, perseguido, sem casa, sem família... Precisamos ser luz, fermento, bom perfume de Cristo, poder de Deus neste mundo.

O avivamento deve encher de vida nossas tradições e costumes, nossas organizações, nossos ministérios, os grupos societários, os corais; nossas reuniões de planejamento, nosso culto, nossa visita, nosso louvor, nossa oração, nosso serviço ao próximo, nossa vida, nosso testemunho! Deve encher de vida a nossa comunidade de fé, a fim de que cada membro, adulto ou criança, homem ou mulher, culto ou analfabeto, seja instrumento de promoção humana e do Reino de Deus. Que todos vivam para servir, submissos uns aos outros, em constante oração e cheios do poder de Deus.

O avivamento deve nos levar a dar testemunho, na igreja local e em outros lugares, das bênçãos de Deus em nossas vidas, bem como do juízo de Deus diante das autoridades corruptas e opressoras, como fez Moisés diante de Faraó (Ex. 9:13-27), como fez Elias diante do Rei Acabe (1Rs. 21:17-20ss), como fez João Batista diante do Rei Herodes (Lc. 3:18-20) ou como fez Estevão diante das autoridades judaicas (At. 7:1-60).

O avivamento deve chegar a fazer “tremer” o lugar onde nos reunimos para orar (At. 4:31), por causa da majestade e do poder de Deus em nossas vidas, bem como, à semelhança dos apóstolos (At 17:6), deve fazer “tremer” e transformar o mundo caótico.

Este é o avivamento de que precisamos em nossa Igreja e em nossas vidas!

Rev. Odilon Chaves, da Igreja Metodista em Carmo (RJ)

Voltar

Igreja Metodista em Itaberaba - Todos os direitos reservados
Melhor visualizado na resolução 800x600 pixels
webmaster